Professores paralisam atividades e deixa mais de um milhão de alunos sem aulas na Bahia
Por Heliana Frazão

Professores da rede baiana de ensino estadual e docentes da rede municipal de Salvador estão com as atividades suspensas nesta terça-feira, 27. Ambos os grupos reivindicam aumento salarial. No caso da capital, os professores pedem a apreciação pela Câmara Municipal, da proposta de reajuste da categoria encaminhada pelo prefeito João Henrique no último dia 21 de julho. Já os docentes estaduais exigem da Justiça celeridade no julgamento URV (Unidade Real de Valor). A categoria alega que por ocasião da criação do Real, em 1994, sofreu perda salarial de 11,98%.
Juntos, Estado e município atendem 1.250.000 alunos dos ensinos fundamental e médio, em 1.962 escolas.
Pela manhã os docentes realizaram uma mobilização em frente à sede do Fórum Ruy Barbosa, no Campo da Pólvora, apesar da chuva que caiu no período. Além dos profissionais da educação da capital, também estiveram presentes professores do interior do Estado. Gritando palavras-de-ordem, eles cobravam agilidade na tramitação do processo, que transita na 6ª Vara da Fazenda Pública. Em abril o Estado recorreu da sentença, que já era favorável aos servidores.
De acordo com o diretor da APLB, Jorge Carneiro, “desde de junho de 2004 os professores aguardam pela liberação dessa diferença nos salários”, que ele considera justa. Foi naquele ano que a categoria ingressou com o processo na Justiça. |
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